domingo, 19 de abril de 2015

Barquinho ❤




Toda semana estou me forçando a fazer uma ilustração para ser filmada para o canal do YouTube. Semana passada não deu certo, porque tinha muita coisa (ruim) acontecendo. Não estou na melhor fase da minha vida e não sinto a menor necessidade de esconder ou maquiar a minha situação. Quem me conhece sabe que sou muito sincera, dificilmente consigo esconder os meus sentimentos, que se revelam logo pelo meu semblante. Por aqui, escorre através da escrita.

Então semana passada não deu certo. Mas esta semana deu ❤!

Usei meu kit de aquarelas e as canetas marcadoras que estavam esperando faz um tempo pela estreia. Pensei numa mocinha de cabelos azuis como ondas e um barquinho de papel e o resultado segue abaixo.


  





Como fiz com pressa, achei que o resultado ficou até bonzinho. Mas ainda estou me acostumando e pegando intimidade com aquarela e marcadores trabalhando juntos. 

Depois eu volto para conversarmos sobre materiais artísticos.

Bisous.
.

YouTube ❤


Pois é, criei uma conta no YouTube faz algumas semanas e já postei alguns vídeos. Que ninguém está assistindo rs. Não tenho jeito/sorte com essas coisas, não sei bem o que deveria fazer e às vezes não entendo como tem gente que fica rica falando besteira e arrotando em vídeos no YouTube. Tudo bem que eu gosto desses vídeos também, mas daí a esse tipo de coisa enriquecer a criatura humana, né? Pois é. Mas sigamos.

Os vídeos do canal Lilibete Coloriste serão sobre desenhos, ilustrações e afins. Não esperem (ao menos por enquanto) que eu faça vídeos mostrando minha cara pra fazer alguma alopração, tipo Jout Jout, não tenho o menor talento, tampouco carisma para tanto.

No mais, assistam, comentem, divulguem, sejam bonzinhos.

Inté.


quarta-feira, 15 de abril de 2015

Dia do Desenhista ♡


Feliz dia do desenhista para todos os que desenham de forma amadora, profissional, quem apenas desenha por hobby, na hora das aulas (alunos, seus lindos), quem ganha a vida com isso (ou quase) como euzinha.

Desenhar faz parte da minha vida faz muito, muito tempo. Meu pai me dizia que aprendi a desenhar antes de falar, e uma das primeiras coisas que desenhei, foi meu pai deitado na rede, com o braço pra fora, isso com dois anos de idade. Infelizmente, meus pais não aguardram o desenho, mas eu tinha muita curiosidade pra ver, porque o traço da gente muda muito, especialmente com a prática e algumas noções de técnicas. Imagine um desenho de uam criancinah de dois anso de idade que brincava de observar o mundo? Guardo os desnehso dos meus filhso até hoje, toda a evolução.

A prática pra mim é prazerosa, e sempre foi. Quando adolescente todo o dia eu desenhava, e de forma intensa. Cadernos e mais cadernos reproduzindo o dia, minha vista da janela, um vestido bonito, um desenho animado, a Madonna. Mantive o mesmo traço, que já era bem limpinho, dos 8 aos 14, quando comecei a ter aulas de técnicas, como profundidade, geometria, perspectiva, luz, sombra, proporções da figura humana e composição.

Ah, para os desenhistas "amadores" que estão começando, quero lhes dizer que não desistam ou se sintam menosprezados com as críticas que ouvirão, e ouvirão, tanto de gente que entende, como dos que não entendem nada de arte, mas entendem de ser desagradável e idiota: não liguem! Continuem desenhando, pratiquem e mostrem sua arte e sua expressão.

Qualquer dia volto aqui e compartilho com vocês algumas situações ruins que passei na mão de gente metida à crítico de arte. Às vezes até os críticos de arte são idiotas, lembremos que muito artista por aí passou a vida toda sem conseguir ser reconhecida, o que é muito triste, mas mostra exatamente como o mundo é injusto.

Bisous.



sábado, 4 de abril de 2015

Aquarelando


Quando eu era adolescente, participei da Oficina de Arte do MAUC (na verdade antigo MAUC, Museu de Arte e Cultura da Universidade Federal) tive acesso a várias técnicas de desenho e pintura, todos trabalhados rapidamente. Conforme a gente avançava, uns mais rápido que os outros, passávamos a ser monitores dos outros alunos do Projeto. E, por exemplo, fui monitora de desenho artístico. 

Foi nessa época que me encantei por tinta óleo e desenho com lápis de cor e pastel, oleoso e seco. Eu gosto de materiais desprezados e, no mundo artístico, lápis de cor e pasteis são meio que as ovelhas negras. Especialmente os pastel oleosos.

E a aquarela? A aquarela é a queridinha de todos. É democrática, porque agrada a todos os gostos. É praticamente impossível não sentir o coração quentinho ao olhar para uma aquarela. E é meio caro, gente. Aquarela é caro, os papéis específicos são caros (caríssimos), o material é caro, a não ser que se use lápis aquarelável. Nem vou comentar as paletas de aquarela escolares vendidas por R$ 10,00, porque né? Pois é. Simplesmente não servem.

Bem, como é muito caro como falei, nunca havia me versado na aquarela. Mas, desde o ano passado estou vivenciando uma paixão louca pela aquarelinha, desde que ganhei uma caixa de lápis de cor aquarelável da Staedtler, daquela mais simplinha mesmo, por volta de R$ 40,00 a caixa com 24 cores. 

O vício é tanto que comprei um conjunto de bisnaguinhas para aquarela, e estou de olho num estojo de pastilhas e, basicamente, passo o dia pensando em aquarela e consultando o lindo blog da Juliana Rabelo.

O resultado desse amor louco.









Volto em breve com posts sobre materiais artísticos.

Bisous.

domingo, 22 de março de 2015

Frida


Frida Kahlo, uma existência única e intensa, uma mulher à frente de seu tempo e até mesmo das vanguardas artísticas das quais fez parte, como o surrealismo. 

Falar sobre a importância de Frida é cair no lugar comum. Falar que sua vida foi uma tragédia que ela tratou de embonitar, todos sabem. Afirmar que ela saiu do estilo naïf para o surrealista não importa, logo que Frida nunca foi nenhum dos dois. Frida foi Frida, e somente Frida. Sua obra transcende os enquadramentos pedagógicos que tanto conformam os corações dos loucos por substantivos e denominações.

Essa é uma homenagem, um presente de aniversário de casamento para uma fã de Frida Kahlo, como eu. A reprodução estará na lojinha em breve ;).




Bisous.

sábado, 7 de março de 2015

Sobrevivo à base de lápis de cor e papel canson



Depois de meses sem escrever por aqui, mais precisamente três meses, volto com a mesmíssima temática, mimimi desilusão com o mundo e o porquê de não querer mais aceitar encomendas desenhísticas. 

Olha eu até recebo, abro mão, mas daí me aborreço, porque é sempre a mesma lorota. A pessoa me procura, às vezes eu chego até a fazer o trabalho e a pessoa some ou se faz de louca e eu que fique a ver navios, e não são os naviozinhos fofinhos da propaganda da Faber Castell.

Acho que a fada das cores está chateada comigo, porque ando meio desestimulada a continuar na empreita de artistinha sem mecenas, por conta própria coisa e tal. Mas eu não posso desistir, porque eu preciso e eu amo desenhar e colorir a vida. 

Mas, como falei no outro post, eu não sobrevivo à base de lápis de cor e papel canson. Seria mais fácil se fosse possível sobreviver, mas não é. 

Então, sejam bonzinhos e só me procurem se realmente for sério. 

Fico me perguntando se todos os desenhistas, ilustradores como eu passam por situações assim.

Inté.

Imagem: Do meu IG pessoal, encomenda de gente querida.


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Não faço mais encomendas



Na verdade só farei encomendas de uma única pessoa, uma querida que me acompanha faz três anos. A única, sem exceção. 

Pois é, decidi, para o bem estar de minha saúde mental, não aceitar mais encomendas de ilustrações personalizadas, por conta de um monte de situações chatas que aconteceram ao longo do ano que, infelizmente, superaram as coisas bacanas.

Passei por algumas situações rídiculas, tipo, procurarem pra fazer uma ilustração, em que cheguei a fazer o esboço, sem ser paga, e daí a persona desistiu e queria me pagar apenas o esboço. E outra que faria uma encomenda grande, depois de muitos e muitos e-mails sem respostas à contento, sumiu.

O meu trabalho como desenhista é um trabalho, tá? É o meu trabalho. Eu não vivo num mundo encantado em que as contas se pagam sozinhas, eu não me alimento de lápis de cores e papel canson.

Duma outra vez, faz uns dois anos, uma pessoa me procurou através do IG, trocamos e-mail, esclareci tudo, valores etcetera coisa e tal. Como sou trouxa, fiz três artes para que a fofinha escolhesse, de novo sem ser paga. Daí a pessoa veio com uma conversa fiada de que estava caro, daí queria me pagar uma esmola pelos esboços, que por sinal eu já enviara em alta resolução. Por fim, a cria ruim teve o desplante de me pedir pra usar a minha arte, a ideia, a concepção e passar para outra pessoa fazer. 

Eu me senti tão mal, sabe? É dose fazer algo que se ama, mas passar por este tipo de aborrecimento , coisa tão pequena.

Inté.

Imagem: encomenda de gente linda ♥.

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